Soltar balão durante as festas juninas é algo muito comum, ainda nos dias atuais. Mas soltar balões é ilegal e tal prática é perigo real à aviação.

Segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), até hoje, já ocorreram 25 colisões. Nenhuma que tenha tido consequências trágicas, felizmente.

Isso não ameniza a situação de risco. A presença de balões, por vezes, obriga a realização de manobras que podem ser feitas em etapas delicadas do voo, como no pouso e na decolagem.

Campanha nas mídias para os perigos de soltar balão

Apesar da prática de soltar balão ter relação com às festividades juninas, o perigo não se restringe apenas nesses períodos e atingem principalmente as rotas aeroviárias de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.

O Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) um vídeo inspirado na literatura de cordel nordestina alertando a população sobre o risco.

Soltar balão de forma responsável

É possível soltar balões de forma responsável? Sim.

São três regras principais a serem seguidas:

1) A soltura deve ser informada e coordenada com o DECEA;
2) O artefato precisa de um mecanismo de interrupção de voo, caso saia do espaço aéreo reservado;
3) É necessário carregar consigo um mecanismo de rastreamento.

Além disso, qualquer presença de fogo no balão é totalmente proibida, de acordo com a lei ambiental. Já existem eventos criados para a preservação da tradição de maneira responsável, como os da associação Somos Arte Papel e Cola (SAPEC), realizados no Paraná.

Soltar balões é crime previsto na lei

O ato de soltar balões coloca em risco a segurança da navegação aérea e é enquadrado no código penal. Por isso, é considerado crime conforme estabelecido no art. 261 do Código Penal. Além disso, a atividade se enquadra como crime ambiental, de acordo com o art. 42 da Lei 9.605/98, porque pode ocasionar incêndios em áreas florestais e urbanas.