Mulheres no Exército Brasileira – O UOL TAB, um espaço dentro do site UOL, produz notícias sobre pessoas, tendências, tecnologia, estilo de vida, política e cultura em formatos inovadores.

Desta feita, a reportagem que o UOL TAB publicou aqui (imagem acima é um print da postagem) é sobre quatro jovens – Cecília, Cíntia, Beatriz e Andrea – que estão entre as primeiras 40 mulheres que terão a chance de se tornar, oficialmente, combatentes do Exército Brasileiro.

Essas mulheres divergem sobre feminismo, mas querem fazer da carreira militar algo que também seja feminino. Primeiro pelo direito de serem combatentes e, daqui a alguns anos, para uma delas ser chamada de general – funções que, hoje, ainda estão restritas aos homens.

Segundo a reportagem, as alunas poderão atuar apenas em Serviços de Intendência, que trabalham voltados à organização de mantimentos e uniformes dos combatentes, e no Quadro de Material Bélico, que lida com a logística dos armamentos em um possível teatro de guerra. Elas estão na linha bélica, são consideradas combatentes, mas não podem, ainda, pegar em armas.

Nos EUA, as mulheres no Exército são 16,3% das tropas ativas e podem ser combatentes, mas raramente vão ao front. No Reino Unido, elas representam 10% do contingente do Exército, mas 20% dos cargos são vetados a elas.

Escola preparatória para cadetes | Detalhes da vida das mulheres no Exército Brasileiro

As alunas da Escola Preparatória de Cadetes do Exército não têm um pelotão ou companhia própria. Elas estão divididas entre as três companhias existentes: Águia, Leão e Pantera.

Houve um processo de adequação da estrutura, logística e regulamento da instituição em Campinas (SP) para receber as mulheres. Segundo a reportagem, foram necessários cinco anos para fazer todas as modificações.

A reportagem explica ainda que para evitar situações inadequadas, foi criado um protocolo: quando um homem de patente alta precisa entrar no alojamento feminino, é necessário tocar três vezes uma campainha que fica no acesso ao local e esperar durante três minutos. Depois, ele vira uma placa com o aviso: “Área em Visitação”. Já os alunos não têm nenhum acesso ao dormitório.

Quarto das mulheres no Exército Brasileiro

Sobre esse detalhe, a reportagem da UOL TAB diz que as camas são meticulosamente organizadas, com os lençóis esticados por elásticos, assim como o quarto dos homens. Já os armários estão fechados e não há nenhum item pessoal fora.

A diferença é dentro do armário com as maquiagens, sapatos coloridos, gelatina para cabelo (“para manter os fios bem esticados no coque”) e outros produtos de cuidados pessoais e femininos.

O toalete feminino também foi adaptado. Os chuveiros, sem divisão na parte dos homens, ganharam cabines para as soldados terem mais privacidade. Ao lado dos vasos sanitários, foram instalados chuveirinhos.

Treinamento físico para as mulheres do Exército Brasileiro

As mulheres no Exército fazem os mesmos exercícios que os cadetes masculinos, porém as atividades sofrem algumas adaptações para acompanhar o rendimento feminino.

De acordo com o Ministério da Defesa, o Exército brasileiro tem mais de 222 mil pessoas em seu contingente. As mulheres no Exército, que atualmente ocupam cargos administrativos e de saúde, correspondem a 4,32% – são 9.600 mil soldados do sexo feminino. A corporação acredita que a parcela feminina deve aumentar com a implantação da lei 12.705, de agosto de 2012, assinada pela ex-presidente Dilma Rousseff, que permite a presença de mulheres na linha bélica.