Dia Internacional dos Peacekeepers – O dia 29 – descrito pela Resolução nº 50/1948 -, de maio é reservado para homenagear os homens e mulheres que contribuem para a manutenção da paz e da segurança ao redor do mundo.

Em maio de 1948 a ONU (Organização das Nações Unidas) enviou o primeiro contingente de observadores militares para monitorar o acordo de cessar-fogo na guerra entre árabes e israelenses.

O Dia Internacional dos Peacekeepers só passou a ser comemorado em 2003. Desde então, a ONU já desdobrou 71 missões em sua busca incessante por estabilidade e paz, com foco nos pilares do desenvolvimento e da segurança.

O Brasil sempre participou desse esforço, de maneira alinhada aos princípios que regem nossa atuação externa, como o pacifismo, a não intervenção e a busca pela via do diálogo para a resolução de controvérsias.

O trabalho dos capacetes azuis brasileiros tem sido objeto de reconhecimento internacional e motivo orgulho para o nosso país.

O que é Peacekeepers? Qual o objetido dos PEACEKEEPERS?

Peacekeepers significa PACIFICADORES e é realizado por homens e mulheres muito bem preparados que realizam seu trabalho em condições extremamente adversas e desafiadoras e com muito heroísmo e abnegação cumprem suas missões.

No mundo todo, a ONU, seus Estados-Membros e organizações não governamentais prestam, hoje, sua homenagem aos capacetes azuis e, principalmente, honram a memória daqueles que caíram no cumprimento de suas missões.

O objetivo principal dos PEACEKEEPERS é a manutenção da segurança e da paz internacionais, com especial atenção à proteção de civis, fornecem a milhões de pessoas a segurança e o apoio que lhes são essenciais.

Como o Brasil atua no Peacekeepers?

Há 70 anos, no início de 1947, o Brasil enviou três observadores militares para a Grécia. Eles compuseram uma missão das Nações Unidas precursora ao Comitê Especial da ONU para os Bálcãs, cuja experiência produziu significativas lições aproveitadas pelas missões de manutenção da paz que se seguiram.

Desde então, o Brasil tem participado do PEACEKEEPERS de forma significativa ao longo das últimas décadas e já contribuiu diretamente para a formação dos contingentes de 40 missões de paz da ONU, com o envio de 51 mil militares ao exterior.

Atualmente, cerca de 1.200 brasileiros da Marinha, do Exército e da Força Aérea participam de diversas missões de paz das Nações Unidas ao redor do mundo.

O Brasil contribui com tropas no Haiti e no Líbano e participa, com missões individuais, das operações no Saara Ocidental, na Libéria, na República Centro-Africana, no Sudão, no Sudão do Sul, na Guiné-Bissau, na Costa do Marfim e no Chipre.

A liderança do Brasil na Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah), desde 2004, tem sido motivo de largo reconhecimento internacional e alçou a dimensão de nossa participação em operações de paz a um novo patamar.

O Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil, o CCOPAB, desempenha papel fundamental na preparação de nossos contingentes militares e policiais.

Ao longo dos últimos seis anos, o Centro já recebeu quatro certificados internacionais das Nações Unidas, que reconhecem a excelência de seu trabalho e o colocam em posição de destaque em relação a seus congêneres.

O engajamento brasileiro com as missões de paz das Nações Unidas reflete o compromisso de nosso País com o multilateralismo e o pacifismo.

Dia Internacional dos Mantenedores da Paz da ONU

No dia 29 de maio é celebrado o Dia Internacional dos Mantenedores da Paz das Nações Unidas, Peacekeepers. A cerimônia faz referência ao dia 29 de maio de 1948, quando foi criada a primeira Missão de Paz das Nações Unidas, no território Palestino. Mas apenas em 2003 a data passou a ser comemorada aqui no Brasil.

Em 2010, o país passou a contar com o Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil – Centro Sérgio Vieira de Mello (CCOPAB), localizado na Vila Militar, na cidade do Rio de Janeiro, com a missão de apoiar a preparação de militares, policiais e civis brasileiros e de nações amigas para missões de paz e desminagem humanitária.

Foi só recentemente, no entanto, que o Brasil assumiu tarefas de coordenação e comando militar de importantes operações, como no Haiti (2004) e no Líbano (2011), o que trouxe prestígio à política externa do país, aumentando a projeção brasileira no cenário mundial.