Mulheres Militares. Hoje comemoramos o DIA DA MULHER. O blog deixa a sua homenagem a todas as mulheres, civis e militares.

Valeu, GUERREIRAS, por sua fibra e ternura, por contribuírem com BRAVURA, orientando, comandando, servindo, atendendo, colaborando com a sociedade, com o país, com a família e com as corporações militares: Exército, Marinha, Aeronáutica e Policias Militar e Civil.

A partir de 1980, quando as primeiras mulheres ingressaram na Marinha do Brasil, as Forças Armadas iniciaram um processo de abertura gradual de seus quadros para efetivos femininos. A Aeronáutica foi pioneira ao abrir a Academia da Força Aérea para as cadetes femininas em 1996; a Marinha promoveu a oficial-general a primeira mulher das Forças Armadas, em 2012, e abriu a Escola Naval para mulheres em 2014; e o Exército se prepara para receber as primeiras mulheres na Escola Preparatória de Cadetes e na Academia Militar das Agulhas Negras a partir de 2017.

Parabéns às mulheres militares, às servidoras civis e a todas as mulheres da família militar, pelo seu Dia e pelas belíssimas páginas de dedicação e competência que escreveram na História.

História de mulheres militares é repleta de lutas e conquistas

Hoje é um dia propício para relembrar a construção de uma história de conquistas e valorização que a mulher alcançou dentro da vida militar. É motivo de agradecer e enaltecer essas mulheres que tornam as instituições militares mais humanizadas e empenhadas em prestarem serviços de qualidade à população.

História das Mulheres na Marinha

O ingresso de mulheres militares na Marinha aconteceu em 1980. No início, elas integravam um corpo auxiliar e sua participação era limitada a alguns cargos e serviço em terra. Entre 1995 e 1996, com a publicação de novas leis que regulamentaram a carreira militar, o acesso das oficiais mulheres foi estendido aos corpos de saúde e engenharia. Em 1997, houve uma expressiva ampliação da participação das mulheres nas atividades da Força Naval após a reestruturação dos quadros de oficiais e praças.

A Marinha possui 7.975 mulheres em seu efetivo, de acordo com dados de 2015.

História das Mulheres no Exército

Em 1992, a Escola de Formação Complementar do Exército (ESFCEx), localizada em Salvador (BA), formou a primeira turma de oficiais. Após quatro anos, o espaço para a atuação feminina foi ampliado com a instituição do Serviço Militar Feminino Voluntário para médicas, farmacêuticas, dentistas, veterinárias e enfermeiras (MFDV). Em seguida, , em 1996, o Instituto Militar de Engenharia (IME) recebeu as primeiras mulheres no quadro de engenheiros militares.

A Força Terrestre divulgou em 2016, pela primeira vez, edital com oportunidade de ingresso do sexo feminino na área bélica. A formação da mulher como oficial combatente será iniciada na Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), em Campinas (SP), e será concluída na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em Resende (RJ).

O preparo da mulher como sargento combatente será iniciado na Organização Militar Corpo de Tropa, em Juiz de Fora (MG), e concluído na Escola de Sargentos de Logística (EsSLog), no Rio de Janeiro.

A presença das mulheres militares na Força Terrestre subiu de 6.466 em 2012 para 8.101 em 2015.

A história das mulheres na Força Aérea Brasileira (Aeronáutica)

A Aeronáutica foi a primeira das Forças a abrir espaço para a atuação das mulheres militares na FAB.

Em 2003, a Força Aérea recebeu as primeiras mulheres para o Curso de Formação de Oficiais Aviadores. O ingresso feminino na academia no Quadro de Oficiais Intendentes foi autorizado em 1995.

A FAB é a que possui o maior número de mulheres militares em seu efetivo, são cerca de 9.820, segundo números de 2015.

Maria Quitéria: a primeira brasileira a integrar uma unidade militar

Maria Quitéria de Jesus Medeiros foi a primeira brasileira a integrar uma unidade militar. Ela lutou pela manutenção da Independência do Brasil com entusiasmo e bravura. Maria Quitéria alistou-se no regimento de artilharia, como soldado Medeiros, depois foi transferida para a infantaria e passou a integrar o Batalhão dos Voluntários do Imperador, em 1822.

Maria Quitéria recebeu de D.Pedro I a insígnia de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro. Em junho de 1996, por meio de decreto da Presidência da República, a mulher-soldado passou a ser reconhecida como Patrono do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro.

Bravura da mulher no âmbito militar

Mulheres militares – durante a 2ª Guerra Mundial, 73 enfermeiras serviram como voluntárias em hospitais do exército norte-americano. Após a guerra, a maioria delas foi condecorada e recebeu a patente oficial, sendo licenciadas do serviço militar ativo.