Curiosidades sobre a Independência do Brasil – E aí, guerreiro, xpto? Dia 7 de setembro comemora-se o DIA DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL. E o que sempre vem à sua mente, além da bandeira brasileira, claro?

O mais comum são as pessoas lembrarem-se da imagem de D. Pedro I em seu cavalo, às margens do Ipiranga, em São Paulo, dando o brado retumbante de “Independência ou Morte”, perpetuado em quadros, em livros de história e pelo cinema.

Tudo isso é muito lindo, no entanto, saiba que esse cenário tem mais poesia do que verdade. É isso mesmo! E o post de hoje vai mostrar algumas curiosidades sobre a Indenpedência do Brasil.

Você sabia, por exemplo, que EUA (1824), México, Argentina e França (1825) foram os primeiros países a reconhecer a independência do Brasil ?

Você sabia que os restos mortais de Dom Pedro, morto em Portugal em 1834, estão sepultados na cripta do Monumento (no bairro do Ipiranga), mas o coração ficou na cidade do Porto, na Igreja da Lapa. Em 2012, o corpo do imperador foi exumado e submetido a tomografias e ressonâncias pela Universidade de São Paulo.

Curiosidades sobre a Independência do Brasil – Quadro Independência ou morte

1) O famoso quadro “Independência ou Morte”, foi pintado na Itália, por encomenda do Império, e entregue em 1888, 66 anos depois da proclamação. O pintor da obra, Pedro Américo, nem era nascido em 1822. E era muito comum essas encomendas serem “maquiadas” e receberem pompas que, de fato, não ocorreram.

2) Na pintura, Dom Pedro aparece cercado pela Guarda Imperial, que ainda não havia sido criada. Além disso, o fardamento dos soldados é incompatível com a roupa usada na época para longas viagens.

3) E por falar em pompa, está vendo esses belos cavalos? Então, na verdade eram jumentos que eram usados para subir a Serra do Mar.

4) O grito não aconteceu às margens do riacho do Ipiranga, como sugere o quadro e a letra do Hino Nacional. D.Pedro deu o grito de liberdade no alto da colina perto ao riacho, onde sua tropa esperava que ele se aliviasse de um mal-estar intestinal.

5) O Brado do Ipiranga não foi um contemplado por muitas pessoas. O momento foi testemunhado por apenas oito pessoas e a guarda que acompanhava D. Pedro I era composta por, no máximo, 15 soldados.

Curiosidades sobre a Independência do Brasil – Processo de Independência não foi pacífico

O processo de independência do Brasil não foi pacífico. Entre 1822 e 1825, o império teve de enfrentar resistência nas províncias do Pará, Bahia, Piaui, Maranhão e Cisplatina. Para combater os opositores, Dom Pedro contou com a ajuda financeira da Inglaterra, que serviu para a compra de armas e navios e para a contratação de mercenários.

A província da Bahia já travava uma guerra pela independência desde 1821, que só terminou em 2 de julho de 1823. A província do Grão Pará, atual Estado do Pará, lutou até 15 de agosto de 1823.

Já a província Cisplatina, no sul do país, resistiu às forças imperiais e conquistou sua própria independência do Brasil em 25 de agosto de 1825, formando a República Oriental do Uruguai.

Curiosidades sobre a Independência do Brasil – 2 milhões de libras esterlinas

 

Para reconhecer a separação, Portugal exigiu o pagamento de 2 milhões de libras esterlinas. Porém, os cofres brasileiros estavam vazios desde a volta do rei para Lisboa, e Dom Pedro teve de recorrer à Inglaterra, que exigiu um tratado comercial para emprestar o dinheiro. Aí surgiu a dívida externa brasileira. Com o pagamento da indenização, Portugal reconheceu o Brasil como país soberano em 29 de agosto de 1825.

Curiosidades sobre a Independência do Brasil – Hino da Independência

Outra curiosidade está por detrás do Hino da Independência, atribuído a Dom Pedro 1º. Na verdade o hino já estava pronto quando a independência foi proclamada e foi escrito em 16/08/1822 por Evaristo da Veiga, com música de Marcos Portugal, um músico famoso na Europa que havia sido contratado para ser o compositor oficial da corte.

Mais tarde, Dom Pedro criou outra melodia, e a versão de Marcos Portugal foi substituída, apesar se continuar sendo executada até o começo do século 20. A história oficial conta que o Dom Pedro compôs o hino no mesmo dia do grito do Ipiranga.

Curiosidades sobre a Independência do Brasil – O Dia do Fico

Quando a nobreza portuguesa decidiu que seria melhor mandar D. Pedro I de volta a Portugal para recolonizar o Brasil, o príncipe-regente recebeu milhares de assinaturas pedindo que ficasse no país. Por conta disso, dia 9 de janeiro de 1822, ele teria dito a famosa frase: “Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico”.

Curiosidades sobre a Independência do Brasil – O alerta de Maria Leopoldina

A esposa de D. Pedro I teria conseguido alertar previamente o marido sobre a intenção de Portugal de recolonizar o Brasil. Na ocasião, enviou uma carta ao príncipe-regente explicando o ocorrido.

Curiosidades sobre a Independência do Brasil – Marquesa de Santos

Dizem que D. Pedro I estava na casa de sua amante, Domitila de Castro, a Marquesa de Santos, quando recebeu a carta de sua esposa. Logo em seguida, iniciou sua viagem para São Paulo.

Desfiles de 7 de Setembro são tradição desde o século XIX

As paradas militares são uma tradição comum em sociedades com influência europeia, para enfatizar a ordem e a organização estatal.

Antes da independência, já havia as datas da monarquia portuguesa – mesmo que não fosse uma rotina para cada ano, havia as comemorações relacionadas ao monarca. Nas monarquias do antigo regime eram mais comuns as festas de posse do soberano, de aniversário, datas dinásticas.

Segundo o Arquivo Histórico do Exército, as comemorações do Dia da Pátria começaram no século XIX. A data perdeu destaque no período de Regência (1831 a 1840) e voltou a recuperar a importância histórica com a declaração de maioridade de Dom Pedro II, em 1840.

O principal desfile ocorria no Rio de Janeiro, então capital do País. Depois, com a fundação de Brasília, passou pelo Eixo Rodoviário, pelo Setor Militar Urbano (SMU) até que, em 2003, foi para o local onde ocorre, atualmente, a Esplanada dos Ministérios.

O que se vê é que, aos poucos, os desfiles vão perdendo força e em algumas cidades já nem ocorrem mais. Em em algumas cidades em que a tradição é mantida o interesse da população vai diminuindo com o passar dos anos.  Em Brasília e em outras capitais a tradição ainda é mantida.